28/01/2009

Um dia na vida de um Português...

Genial, só podia :)






Opinião
Um dia na vida de um português em Agosto de 2008

8h30 – José Silva acorda e constata que a sua casa foi assaltada durante a noite. Espreguiça-se. Toma banho tentando poupar a água, toma o pequeno-almoço tentando poupar o leite e põe-se a caminho do emprego tentando poupar os sapatos.

9h00 – Empurra o carro até à bomba de gasolina e é assaltado duas vezes: a primeira pela gasolineira, que voltou a aumentar os preços do combustível; a segunda por criminosos armados, que lhe levam o pouco que ainda restava na carteira. Boceja. Conclui que prefere os segundos assaltantes, na medida em que roubam menos e com menor frequência. Nota que, apesar disso, a polícia não faz qualquer esforço para apanhar os primeiros.

10h00 – Já na estrada, é vítima de carjacking. Encolhe os ombros. Prossegue a pé.

10h05 – Um gang tenta assaltá-lo. Explica que ficou sem a carteira num assalto anterior.

10h10 – Outro gang tenta assaltá-lo. Fornece a mesma explicação. Os membros do gang colam-lhe um autocolante na lapela para que futuros meliantes saibam que já foi assaltado nesse dia e evitem perder tempo com ele. Recomendam-lhe que retire o autocolante assim que voltar a transportar valores.

11h30 – Vai ao banco levantar dinheiro.

11h32 – Criminosos armados irrompem no banco. Clientes e funcionários formam calmamente uma fila e tiram senhas para serem assaltados por ordem.


11h35 – O criminalista Moita Flores irrompe no banco e começa a comentar o assalto junto de um grupo de clientes. Tece várias considerações sobre um novo tipo de criminalidade violenta que parece estar a aumentar no nosso país, aponta as limitações da polícia e sublinha as incongruências do novo código de processo penal. Alguns clientes oferecem-se para serem sequestrados, caso os assaltantes lhes garantam que os levam para longe do criminalista Moita Flores.

11h45 – O criminalista Moita Flores interpela os assaltantes e comunica-lhes que o método que escolheram para levar a cabo o assalto não é o melhor, criticando sobretudo a não utilização de luvas e tecendo alguns reparos ao plano de fuga, que considera extremamente frágil.

11h46 – Um dos assaltantes dispara duas vezes sobre a perna do criminalista Moita Flores.

11h47 – Clientes e funcionários do banco homenageiam os assaltantes com um forte aplauso.

17h30 – Depois de várias horas de sequestro, o assalto termina. A polícia detém os criminosos, resgata os reféns e amordaça o criminalista Moita Flores, para que vá receber assistência hospitalar.

18h00 – Por sorte, mal acaba de sair do banco, José Silva encontra o seu carro abandonado na berma da estrada. Entra no veículo e dirige-se para casa.

18h05 – É detido pela polícia por se encontrar a conduzir um carro que foi usado em diversos crimes.

20h00 – É identificado e preso. Na cela, verifica que o relato da sua vida é extraordinariamente demagógico e conclui que toda a sua existência podia ter sido inventada por Paulo Portas. Chora.

The Lion whisperer‏

Se até os Animais gostam dos Humanos, porque é que os Humanos muitas vezes não se dão entre si?

26/01/2009

Directrizes para 2009...!!!‏

A alteração no comportamento dos "Chefes" face ao novo quadro da avaliação de desempenho em 2009, não andará muito longe daquela que aqui se retrata...

Em 2007
O Director...


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Em 2008
...os "meninos" precisam de trabalhar mais! Temos que atingir os objectivos...

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Inicio de 2009
- Será que não ouviram o meu recado? É preciso trabalhar mais rápido!

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A meio do ano de 2009...
- Por acaso eu falo chinês é??


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Fotos do retiro espiritual deste fim de semana

Publicidade à parte, aqui ficam algumas fotos da Quinta Splendida, respectivo Spa e zonas verdes, onde tive o prazer de me deliciar neste passado Sábado.
Recomendo vivamente pois não apenas foi um bálsamo para o corpo, mas também -e principalmente- para a mente. Fiquei fã e tenciono regressar :)


23/01/2009

Gatos que treinam cães a serem (ainda) melhores cães!!‏

Yoko é uma cadela Labrador de 8 meses que está a ser treinada para acompanhar uma pessoa cega. Leo é um gato, que trabalha na escola de cães e será ele a fazer "O teste final" à cadela: verificar se o cão está suficientemente disciplinado e se é suficientemente de confiança para não abandonar o seu dono - cego - e desatar a correr atrás de um gato!! A fantástica sequência numérica das cinco fotos é bem ilustrativa!!!!!

1) Leo estabelece contacto com a pata

21/01/2009

16/01/2009

Freestyle canino

Um dos extraordinários talentos candidatos ao "Britain's got talent": Kate and Gin :)
Infelizmente não ganharam a final mas tinham a meu ver, todas as condições reunidas para tal. O mais fabuloso talento alguma vez lá visto! ES-PEC-TA-CU-LAR!


15/01/2009

A crise está em crise

Espectacular pois está claro, só podia! Por muito que possa parecer humor negro, mais não passa do que a nua e crua realidade. Ah pois é....

Ricardo Araújo Pereira
Opinião


Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.
De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise.

Ao que parece, 2009 vai ser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil.
E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil.
O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise.
Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica.
Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB.
O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção.
Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, na sequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos.
No entanto, segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro. A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise.
Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta.
Mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério.
Um crescimento zero, para nós, é amendoins.
Pequenas recessões, comem os portugueses ao pequeno-almoço. 2009 só assusta esses maricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento.
Quem nunca foi além dos 2%, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal os portugueses.
A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado.
Agora, somos o povo da Europa que está mais bem preparado para fazer face às dificuldades.

14/01/2009

Mais de dois mil cães e gatos abatidos

Já antes me pronuciei acerca da eutanásia e embora não me considere uma fundamentalista sobre esta temática, sou contra!

A falta de apoios camarários, a mentalidade de muitas das pessoas e os preços um tanto "descabidos" das esterilizações não ajudam, e com isto ascendeu-se a um número inconcebível de 2.000 animais abatidos no ano transacto.

Fico destroçada é certo, mas mais ainda por não ter como ter um papel interventivo numa matéria que acredito profundamente!


A medida é polémica, a 'PATA' está contra, mas na SPAD responsáveis e veterinários dizem que não há outra maneira de gerir um canil
Data: 14-01-2009


Mais de dois mil cães e gatos foram eutanasiados durante 2008.

A Sociedade Protectora dos Animais defende que esta é a forma adequada de gerir um canil e evitar o sofrimento dos bichos, mas a opção não é pacífica e a Associação PATA acusa a Protectora de estar a seguir pela via mais fácil e a atentar contra os direitos dos animais. "Somos contra a eutanásia, atenta contra os direitos dos animais".

Fátima Gonçalves, responsável da 'PATA', é peremptória, não aceita o abate de animais, nem mesmo perante o facto de o canil do 'Vasco Gil' ter a lotação esgotada. "Só em último recurso, quando estão esgotadas todas as saídas". E lembra que a Associação já acolheu animais em todas as circunstâncias, doentes, atropelados, abandonados e já idosos.

A 'PATA' acolhe, neste momento, 50 cães e gatos, estão alojados em casa de associados e esperam por um dono, mas apesar do número a possibilidade de abater algum deles está posta de lado. "Essa seria a solução mais fácil quando sabemos que a esterilização é a forma mais eficaz de reduzir os números de abandono".

Fátima Gonçalves defende apoios às pessoas de menores recursos e acções de sensibilização junto da população. No ano passado, a associação enviou cartas às juntas de freguesia com a intenção de divulgar a necessidade de esterilizar as cadelas e as gatas, mas poucas aderiram ao projecto.

Ainda assim, na 'PATA' não se baixam os braços, os associados ajudam o quem podem e propõem protocolos com clínicas veterinárias para controlar as ninhadas indesejadas.

Carolina Margarido, médica veterinária da Sociedade Protectora dos Animais, não tem dúvidas que as campanhas de esterilização são medidas eficazes a médio prazo, mas também sabe que a SPAD tem um canil lotado para gerir e todos os dias lida com casos dramáticos. "A eutanásia acaba por ser a opção menos cruel. E quem me conhece sabe o quanto gosto de animais".

À porta da SPAD chegam cães atacados com ácido, animais chamuscados porque uns quantos decidiram que seria engraçado experimentar o churrasco com gatos. Muitos outros estão doentes, outros foram atropelados e há ainda as inúmeras ninhadas de recém-nascidos deixadas em caixas, sacos e cestos durante a noite.

Alguns não resistem ao frio, os que sobrevivem vão morrer lentamente porque não têm mãe. Os que são recolhidos são encaminhados para o canil, mas no Vasco Gil as jaulas têm lotação e muitos destes animais não serão adoptados, nem terão qualidade de vida. "Não basta estar vivo, uma vida numa jaula, sem exercício e sem contacto próximo com seres humanos é horrível para os cães".

Além disso, com as taxas de abandono actuais, seriam precisos muitos recursos para manter um canil sem recorrer à eutanásia. "Era impossível por muito dinheiro, por muitas condições de higiene e salubridade que tivesse.

Devo dizer, no entanto, que esta não é uma tarefa fácil para um veterinário. É doloroso, desgastante e não é por acaso que fazemos uma escala entre os médicos veterinários". É duro, mas "acaba por ser o menos cruel, a menos desumana".

Apesar de considerar o abate de animais como um mal necessário, a médica veterinária também defende campanhas de esterilização, também sabe que é a melhor forma de controlar as populações de cães e gatos vadios, a única maneira de evitar as ninhadas indesejadas. "Não tenho dúvidas de que é necessário fazer esterilizações, mas antes disso é preciso lançar acções de sensibilização junto das pessoas, pois na Madeira ainda há muita ignorância".

Deixam-se caixas de cães e gatos à porta da SPAD, alguns ainda matam as fêmeas à nascença e, mesmo assim, existe uma grande resistência às esterilizações dos animais domésticos. "As pessoas consideram estas operações como anti-naturais".

Carolina Margarido diz que é tempo de começar a esclarecer a população, a explicar que a esterilização é, além da forma mais eficaz de controlar os nascimentos, uma boa medida em termos de saúde, uma maneira de prevenir doenças. "É necessária uma mudança de mentalidades, há que prevenir e proteger os animais de maus tratos.

A colónia de gatos da Promenade do Lido, por exemplo, está exposta. Eu posso achar um gato vadio bonito e agradável, mas há quem possa ver nisso um incómodo, esse o primeiro passo para colocar em risco o bem-estar do animal". A

veterinária sabe que é assim, pelo que vê chegar à Sociedade e não só. "Ainda há muita ignorância, muita ideia distorcida do que deve ser um animal doméstico, de como deve ser tratado, ainda são os muitos os cães que passam a vida presos por uma trela curta". Embora as pessoas sejam desconfiadas e nem sempre percebam à primeira os efeitos da operação, a verdade é que a esterilização é uma intervenção cirúrgica e tem custos.

Nas cadelas, os preços oscilam consoante o peso do animal, mas é uma operação para custar entre os 140 e os 160 euros. Nas gatas, o preço é de 125 a 130 euros.

Valores que não incluem a anestesia e os cuidados pós-operatório. Segundo Micaela Quintal, a SPAD - que também faz estas intervenções - nunca deixa ninguém na mão e, quem quer, paga aos poucos a esterilização. "Paga uma parte no dia da operação, o resto em duas vezes.

Nós damos facilidades de pagamento". Apesar destas facilidades, não é fácil mudar ideias e maneiras de agir. As ninhadas continuam aparecer durante a noite na SPAD.

O resultado de toda esta mentalidade é visível nos números da Sociedade Protectora.

Em 2008, entraram 3.247 cães e gatos, no mesmo ano em que a SPAD abateu 2.114 animais. As adopções ficaram-se pelas 876, as efectivas, pois neste valor não entraram as 72 devoluções, os cães e os gatos que foram adoptados e depois recambiados para a SPAD por inadaptação.

Porque ladraram muito, "alguns porque fizeram as necessidades fora do sítio, quase todos porque foram adoptados de impulso, sem medir as consequências de ter um animal de estimação".


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