03/01/2012

Ataque causa a morte a dois cães em Santa Luzia

Soube deste caso e fiquei francamente chocada!
Este simpático casal alerta para a necessidade de os cães andarem com trela na via pública, já que ficaram sem os seus 2 companheiros de 4 patas, aquando daquele que parecia ser um pacífico passeio. 
Os seus Yorkshire Terrier de 8 anos foram ambos atacados por um cão de grande porte, não resistiram aos ferimentos e o casal está compreensivelmente inconsolável.
Apesar de decididos a irem até as últimas consequências para passarem a palavra e alertarem para a falta de cuidados durante os passeios de alguns animais na via pública, nada infelizmente trará JJ e Murphy de volta :(
Adoro esta raça e não consigo sequer imaginar a dor de perder dois companheiros desta forma tão agonizante, por isso aqui fica a divulgação do artigo publicado hoje no "Diário de Notícias" numa tentativa de sensibilizar as pessoas para este caso.

Brenda Farrell e Jon Sunderland, naturais de Vancouver, no Canadá, escolheram a Madeira, onde adquiriram casa, para passar o Inverno.

No entanto, o primeiro fim de ano na Região depressa se transformou num pesadelo quando, no passado dia 30, os seus dois cães, de raça Yorkshire Terrier, foram atacados por um outro cão. Murphy, de apenas três quilos, morreu pouco tempo depois do ataque, enquanto JJ, de apenas dois quilos, ainda foi operado na VetFunchal, mas não resistiu.

O casal está inconsolável e quer tornar o caso público como chamada de atenção para o perigo de ter cães não socializados e sem trela na via pública. São um perigo para outros animais e até para crianças.

Sem conter as lágrimas, Brenda conta que no dia 30, pelas 11 horas, o marido saiu de casa para dar um passeio aos cães, que apesar de serem de pequeno porte estavam presos às suas trelas. De repente, vindo do nada, um cão muito maior atacou sem sequer ladrar antes. Quando ajudava o primeiro, o cão virou-se para o segundo, enquanto o dono tentava manter as trelas e os cães dependurados e feridos longe do atacante sem sucesso. É com horror que descrevem o estado lastimável em que ficaram os animais. Um deles tinha, inclusive, os intestinos de fora.

O casal, que tem testemunhas da ocorrência, já contactou a PSP e conta agora com o apoio de um advogado.

Entretanto, o dono do cão já assumiu todas as despesas do veterinário, que rondam os 600 euros.

Brenda Farrel refere, contudo, que em causa não está o dinheiro. Além do laço que unia o casal aos seus dois cães já com oito anos, há o medo de que outros passem pelo mesmo sofrimento. "Não queremos que isto volte a acontecer".

Brenda e Jon querem garantias de que não vai acontecer nova tragédia nem com cães, nem com crianças.

Dizem que estão a passar um período muito difícil, que os faz reviver a dor de terem perdido um filho num desastre de avião.

Brenda Farrel quer, inclusive, ter um papel activo na luta pelos direitos dos animais na Madeira. Está chocada com os níveis de abandono e com a forma como as pessoas tratam os animais que têm em casa. Defende que estes devem fazer parte da família e não estarem acorrentados ou atrás de grades o dia inteiro, numa aprendizagem de violência. Apela mesmo à formação de um movimento e pede que a contactem pelo mail brendaafarrell@gmail.com.

Agora, tentam ultrapassar o trauma e dizem que nunca pensaram perder os cães na Madeira. No Canadá sim haveria o perigo de serem atacados por animais selvagens.

"O cão é meigo"
 
Carlos Silva, o dono do cão que atacou Murphy e JJ, diz estar triste e decepcionado, até porque caracteriza de meigo o animal que tem há dois anos em casa e que é companheiro de brincadeira dos filhos.

Conta que no dia 30 levou o cão ao supermercado preso pela trela e que, na vinda, encontraram uma cadela de um vizinho na via pública.

O cão ficou muito excitado e depois de a cadela já ter desaparecido continuava a tentar soltar-se. Foi aí que a trela rebentou.

Não deu tempo para mais nada. Quando chegou ao pé do vizinho já os dois cães tinham sido atacados. "Gosto de cães e também fiquei chocado com o que aconteceu aos dois pequeninos".

Carlos Silva garante que vai assumir as despesas, mas que pouco mais pode fazer relativamente ao sucedido.

Refere que o cão não gosta de gatos, mas que, de resto, nunca deu grandes problemas, a não ser desta vez e de uma outra em que rasgou a camisa a uma vizinha que se encostou à porta.

Um misto de Retriever do Labrador com outra raça, o cão é companheiro de brincadeiras dos filhos.

"Fiquei pasmado e muito nervoso, porque gosto de cães e não estava à espera que uma coisa destas pudesse acontecer", sublinha.

Fonte: Casos do Dia 3 de Janeiro de 2012 in "Diário de Notícias" por Raquel Gonçalves







 

2 comentários:

Anónimo disse...

o casal quer exigir o abate do cao que atacou os seus caes..

Entendendo a dor que eles possam sentir..NAO consigo entender como alguem q gosta de animais pode exigir a morte de outro...

Xana Abreu disse...

Nada sei sobre essa matéria mas a ser efectivamente o objectivo do casal, discordo inteiramente. Defendo que quem tem que assumir a culpa nestes e noutros casos semelhantes, sejam os donos e não os cães.

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